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segunda-feira, 27 de março de 2017

domingo, 8 de novembro de 2015

sábado, 3 de outubro de 2015

O beijo

-Foi o mais belo, inspirador e completo beijo de amor - disse o poeta que, ao testemunhar o ato, suspirou.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Corporal



Sofro.
Sofro sim.
Sofro muito.
Mas meu sofrimento...
O meu sofrimento é mera e unicamente corporal.
Meus braços queixam-se, compreensivelmente, por ser movimentados para outra atividade que não seja segurar-te. Abraçar-te.
Minhas mãos e os meus dedos estão profundamente frustrados por não poderem contornar, estudando, demoradamente, cada linha harmoniosa do teu gracioso rosto.
As minhas pernas e os meus pés estão revoltados, pois minhas caminhadas já não mais os levam até ti. E deixaram claro que por mais distante, árduo e sôfrego que seja o trajeto, o completariam com prazer para realizarem este nosso reencontro.
O meu peito clama, dolorosamente, todas as santas noites insones, pelo recostar e repousar da tua cabeça. Espera poder novamente aninhar-te.
Os meus cabelos, pobres coitados, exigem, ao menos uma vez mais a delícia de por ti serem tocados, percorridos e alisados.
Meus ouvidos se entristecem somente em rememorar o fato de que já não irão mais ouvir a tua doce voz, que a eles tão bem fazia.
Meu nariz fareja, constantemente, onde quer que esteja, na esperança vã de captar um resquício da tua acalentadora fragrância natural. Do teu maravilhoso perfume.
Os meus olhos... Ah, os meus olhos! De tão fiéis a ti, fizeram greve por tempo indeterminado. Alegando causa inegociável, eles se recusam a abrir, a não ser que seja na tua presença. Choram inesperada e constantemente a tua ausência.
Os meus lábios movimentam-se sem vontade, certos de que as minhas palavras não chegarão até você. E não são raras as vezes em que os flagro pronunciando, baixinho, com saudades, o teu belo nome.
O meu cérebro, dono de uma memória infalível, insiste em me levar em um passeio nostálgico pelos momentos maravilhosos que contigo compartilhei. Nele, só existe você, você e você. Trata-se de um espaço, de um altar, de pureza, tributo e adoração eternos.
E o meu coração... O meu coração, no cumprimento leal das obrigações de suas funções, bate fraco, descompassado, triste. Repleto de amor, não quer ser entregue a outra pessoa que não seja a você.


Continho anteriormente publicado no Recanto das Letras

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O amor é...

Pinturas de Leonid Afremov. Site do artista Aqui .

O amor é sentir saudades;
O amor é ser companheiro;
O amor é conseguir perdoar;
É pensar na pessoa amada o tempo inteiro...

O amor é sonhar todas as noites com a mesma pessoa;
O amor é desejar estar sempre ao lado dela;
O amor é ter que fazer sacrifícios;
Preencher com corações e flores uma grande tela!

O amor é desejar sempre o melhor;
Mesmo que quem você ame esteja ao lado de outra pessoa...
O amor é se encher de planos.
É viver rindo à toa!

O amor é ter que concordar,
Mesmo contra a própria vontade.
O amor é acabar de se despedir de uma pessoa
E já estar morrendo de saudades.


O amor é ter que baixar a bola em uma discussão,
Mesmo estando completamente certo.
O amor é a intensa sensação
De, mesmo quando sozinho, ter alguém por perto

O amor é sentir ciúmes;
O amor é reconhecer um erro cometido;
O amor é ter que confiar;
É ficar de coração partido.

O amor é respeitar;
É ter que sorrir;
O amor é ter que chorar;
É ter que partir;

O amor é perder o medo;
O amor é ser feliz;
O amor é levar a vida
Sempre por um triz.


O amor é ouvir uma música
E lembrar da pessoa amada...
O amor é ver a sua paixão em todos os cantos
De forma mais que inesperada.

O amor é dizer sim,
O amor é dizer não.
O amor é o ato de sair
Definitivamente da solidão.

O amor é se tornar mais forte;
O amor é muito mais que diversão;
O amor é muito mais que esporte
E mais do que mera paixão.

O amor é beijar
Mesmo após o aparente fim do desejo.
O amor é o ato de tirar
Proveito de um ensejo.


O amor é superar;
O amor é ter que admitir;
O amor é ter que parar;
O amor é ter que prosseguir.

O amor é ter que abrir mão,
Jogando muitos de seus sonhos no chão.
Insistir mesmo depois de caído,
Correndo o risco de deixar de ser são.

O amor é mais do que dizer que ama;
É mais do que escrever carta ou poesia;
O amor é muito mais do que cama;
É mais do que simplesmente encontrar uma companhia.

O amor é ter que jogar sujo:
Talvez passar alguém para trás.
O amor é ter que desafiar o mundo:
Contrair alguns inimigos a mais


O amor é desafiar
A tudo e a todos!
O amor é conseguir
Se submeter como poucos!

O amor é mais
Do que dar um presente.
O amor é, às vezes, conseguir
Dizer o que sente...

O amor é ter certeza do que sente;
O amor é suplantar a dor;
O amor é plantar uma semente;
É esquecer todo o rancor.

O amor é ver beleza
E musicalidade em tudo!
O amor é esquecer
Do resto do mundo!


O amor é ter olhos
Somente para uma pessoa.
O amor é dizer a quem te magoou
Que definitivamente o perdoa.

O amor é contar os segundos
Para a pessoa amada encontrar.
O amor é abraçar com toda a força
Sem conseguir respirar.

O amor é não conseguir
Se conter na hora da saudade...!
O amor é, impreterivelmente,
Dizer sempre a verdade.

O amor é rir
De uma piada sem graça.
O amor é muito mais
Do que andar de mãos dadas na praça.


O amor é tudo!
O amor é nada!
O amor é mudo!
O amor fala!

Eis aqui uma tarefa inglória e impossível!

Pois, eis que o amor é... Indefinível!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Eis a questão...

Só uma questão era capaz de reter sua obra: Será que as musas dão pela existência dos poetas? 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Prévia de "A Cura"

Minha noveleta, A Cura, editada pela Navras, está disponível para venda, em formato e-book, na Amazon. Quem tiver um Kindle, ou o aplicativo instalado no computador ou celular, poderá comprá-la ou então baixar a prévia (amostra grátis) no canto direito da tela - Acesso Aqui .

Em "A Cura", o jovem Piêro segue em uma existência sem rumo até que descobre o amor, e, com ele, um dom que traz sentido a sua vida. A trama versa sobre a inevitabilidade do destino e no quanto podemos fazer a diferença na vida daqueles que nos circundam.

Como bônus, o e-book traz o pequeno "Evelin, os Anjinhos e a Dor", que mostra a história de uma pequena psicopata e sua perturbadora visão do mundo. Este conto compõe a antologia conjunta "Pequenos Demônios", também da Navras (no prelo).

A compra de "A Cura" dá direito a participação na "Batalha dos e-books", onde o leitor concorre a um Kindle Wifi + 5 livros + 50 marcadores. Mais detalhes Aqui .

quinta-feira, 12 de junho de 2014

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Delator

Queria muito manter aquela paixão em segredo, mas com o coração entrando em jogo não teve jeito.

terça-feira, 13 de maio de 2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A Cura

Minha noveleta, "A Cura", está a venda na Amazon (acesso  AQUI ) em formato e-book. Editora: Navras. Editor: Gustavo Gonçalves.

Sinopse: 

"-É destino sim, Piêro. Está claro como a luz do dia. Mas não faça como muitos que se sentem impelidos a fazer algo e, por temor, mera covardia, não o fazem. É destino mesmo... Então se mostre a altura do que praticamente você foi incumbido e abrace a sua sina".
Sem rumo ou objetivo, Piêro utiliza-se da pureza do amor para moldar o próprio destino e fazer a diferença na vida daqueles que o circundam. Mas ele descobrirá que tudo tem um preço, até mesmo a bondade.

O bônus a que a capa se refere é o conto "Evelin, os anjinhos e a dor", que faz parte da antologia "Pequenos demônios", também da Editora Navras.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

À ela


Naquele dia passara tanto tempo próximo a ela, e voltara para casa arrependido: Por que não aproveitara para admirar ainda mais seu belo rosto?

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O admirador secreto


Continho vencedor do 1º Concurso de Contos Casa do Escritor - categoria acima de 24 anos.

Bernardo por semanas a fio enviou flores, caixas de bombom e cartas românticas e inspiradas à sua vizinha, Lucinda, por quem estava perdidamente apaixonado. Como era um sujeito tímido, o tal Bernardo acabou fazendo uso da antiga brincadeira do admirador secreto. Nada como um pouco de mistério para despertar uma paixão! O pretendente foi tão convincente em seu papel de “secreto”, que chegou a usar outro número de celular para trocar mensagens com Lucinda.
Combinaram de se encontrar em um Shopping. A moça, ansiosa que estava, chegou bem antes do horário programado. Bernardo, coração aos pulos, apareceu, trajando sua melhor roupa, trazendo nas mãos trêmulas um belo e enorme buquê. Lucinda mostrou-se surpresa ao vê-lo.
-Que faz aqui? – Questionou a moça – Também veio para um encontro?
Bernardo, diante de sua paixão, acovardou-se vergonhosamente.
-Sim. Marquei com uma moça que conheci estes dias... – mentiu o admirador.
-E eu finalmente vou conhecer o meu admirador secreto! – Lucinda não escondeu o sorriso.
-Nossa! Que coisa mais antiquada isso de “admirador secreto”! – O rapaz fez cara de desfeita.
-Pois eu acho super-romântico! – Só faltou à admirada suspirar – Acho que ele está atrasado... – Consultou o pequeno relógio no pulso.
-É mesmo! – Bernardo disfarçou, olhando para todos os lados – A minha companhia também ainda não chegou – Ele não sabia mais onde metia a cara. Temia que Lucinda descobrisse a sua “identidade”. Talvez o próprio nervosismo o entregasse...
Ficaram esperando, em silêncio, por um longo tempo.
-Acho que levei um bolo – Lucinda abaixou a cabeça e começou a revirar o interior da bolsa que trazia no ombro direito – Vou mandar uma mensagem perguntando onde ele está! – Tomou o celular.
-Nada disso! – Bernardo a impediu – Se ele não aparece, é ele quem sai perdendo. Você não pode se humilhar – Aquela tática TINHA que dar certo, caso contrário, o celular em seu bolso tocaria no exato momento em que Lucinda enviasse a mensagem – Ainda mais se humilhar para um estranho!
-É admirador secreto, não admirador desconhecido – Explicou a garota – Pode ser alguém próximo a mim.
-Duvido! Se fosse alguém que você conhece, falaria contigo de uma vez, não faria este teatro todo – Fez uma expressão desaprovadora – EU faria isso...
-É... Pode ser... – Lucinda sorriu – Acho que você também levou um bolo...
-Pois é... Que coincidência... Bem, o que acha de aproveitar que estamos aqui e inventarmos alguma coisa?
-Eu topo!
Bernardo entregou-lhe o buquê e saíram de braços dados. Formavam, afinal, um belo casal. O rapaz pensava consigo que se tivesse feito diferente, se revelando, as coisas não sairiam tão perfeitas.
Pobre do sujeito que acha que pode mentir ou esconder os seus sentimentos de uma mulher: Enquanto o homem dá dois passos, a mulher já tem percorrido a trilha inteira.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Os segredos e o tempo


Conto a ser publicado na antologia "Se todos fossem iguais á você..." da Câmara Brasileira de Jovens escritores.

Embora aquela tivesse sido uma boa relação e sempre tivessem se dado muito bem, ele lhe escondera um grande segredo:
Era ela a causadora de sua insônia durante todo aquele longo (e ido) período de tempo.
Sim... Lembrava muito bem da época em que dividiam uma mesma cama. Ficava praticamente a noite inteira procurando encontrar uma boa posição que facilitasse a chegada do sono, sempre evitando olhá-la, pois era exatamente isso que o impedia de dormir: Uma vez que seus olhos cruzassem com a serenidade daquele lindo rosto, sua atenção estaria totalmente capturada, concentrada e imersa na beleza daquelas delicadas linhas faciais, na leve movimentação das narinas que acompanhavam a doce respiração, no jeito como as unhas compridas, bem cuidadas, e quase sempre descoloridas, frequentemente vinham a coçar o mesmo e exato ponto do queixo.
Era um dos muitos hábitos (manias?) dela o de dormir de lado, trazendo as mãos entreabertas próximas ao peito, virada para a direção dele! Era, assim, portanto, atraído, fisgado. Olhando-a, era-lhe simplesmente impossível dormir. Mas como não olhá-la? Até mesmo quando seus olhos se encontravam fechados, clamava por aquela visão. Constantemente na escuridão a procurá-la.
Certas madrugadas eles passavam abraçados no sofá diante da TV ligada. Ela dormia. Ele, colado às costas dela, com a cabeça recostada sobre aquele frágil pescoço, sentia o cheiro. Não do perfume que dificilmente ela usava. O cheiro do corpo dela. Era nesse momento ele a abraçava mais forte e beijava de leve a sua face.
Quando ela tinha sonhos ou pesadelos, ele acompanhava suas reações ante aqueles dois extremos: Breves sorrisos, expressões profundas de alegria, longos desesperos, mergulhos na mais pura agonia. E era nestas horas que ele sempre roçava de leve a sua mão buscando, de alguma forma, usufruir um pouco daqueles bons momentos oníricos ou, então, tentando tranquilizá-la no absoluto terror.
Poderia passar a noite inteira, parado, olhando-a. E foram muitas as vezes em que o fez.
E quando, no meio da madrugada, ela murmurava palavras incompreensíveis, ou então desconexas, ele imaginava que era seu nome que ela chamava. Que em seus sonhos era com ele que ela estava. Que todo o amor que por ele sentia ela declarava.
Às vezes não resistia e passava a mão por seus longos cabelos. Noutras alisava seu rosto, acompanhando, calmamente, cada linha. E quando terminava o ritual, o repetia mais uma vez. E outra. E outra... Perdia-se naquela face. E se fosse possível, se tivesse havido uma noite eterna, se perderia definitiva e infinitamente. Adorava acariciar seu rosto. E ela não acordava com o seu toque. Tinha o sono profundo. Não fingia. Não. Ele tinha certeza: A razão de sua insônia profundamente dormia. Inocente (e como e porque não?), ela não tinha noção do grave dano que ao sono de seu companheiro causava e o quanto, apenas por suprir a básica necessidade de dormir, o afligia.
Nas noites frias, ele a abraçava e por ela era abraçado. Via, nestas ocasiões, aquele rosto ainda mais de perto, por vezes quase colado ao seu, noutras em seu peito encostado. E maior era o seu martírio. Sentia o calor leve que daquele corpo emanava e então a tentação vinha mais forte do que nunca. Mas não ousava interromper aquele momento sagrado. Embora muito quisesse, não procurava o seu toque, as suas carícias, o seu suor, o seu sexo. Não enquanto dormisse. Não poderia e nem conseguiria voluntariamente acordá-la.
E nas raras vezes (e nos curtos períodos de tempo) em que conseguia dormir, ele tinha sonhos, todas as suas palavras, murmuradas, eram compreensíveis, tinham sentido: o nome dela ele chamava, era com ela que ele estava e todo o seu amor por ela ele declarava.
Aquele era o segredo: aquela moça era a causadora da sua insônia. E mesmo passado tanto tempo, ainda o era. A diferença é que antes ele não conseguia dormir por tê-la ao seu lado e agora não pregava os olhos por não mais tê-la.
Mas havia outro segredo.
Ainda mais secreto.
Ele a amara.
E ainda a ama.
E todas as noites ora para ter novamente, ao menos apenas mais uma vez, aquele martírio, em sua cama.
Uma pena ele ter escondido, sob uma camada fina e levemente ofensiva de indiferença, toda a intensidade dos seus sentimentos.
Triste é a sina de certos segredos: Quando não revelados no momento propício, passada a devida oportunidade, estão ultrapassados, fadados á insignificância, ao esquecimento, e, uma vez enterrados, se perdem no tempo.
 
 
 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Antologias Andross Editora

Antologias da Andross Editora das quais participarei.
Lançamento para o dia 19 próximo, durante o evento "Livros em Pauta" em São Paulo.


Amores (Im)possíveis com o conto "O homem que não queria morrer".
Edição de Edson Rossato, organização de Leandro Schulai. 
 


SINOPSE: Todos procuram um amor. Todos mesmo. Até os vilões, afinal, não existe amor ruim. Mas será que todos os amores são possíveis? Amores (im)possíveis traz a essência do amor em diversos contos, que retratam a alegria da conquista, o desespero da perda, o prazer em ser correspondido, a angústia em ser rejeitado... Afinal, existe sentimento mais controverso do que o amor?
AUTORES: André Kuhn — André Silva — Andre Tiago — Beatriz Avanso — Ben Oliveira — Bianca Maia — Carla Adrielle — Claudio Moraisito — Daisy Duarte — Davi Paiva — Denise Beliato — Doug Pereira — Dryh Meira — Edriane Roseno — Erick Freire — Evelin Barboza — Evelyn Postali — Fabrício Rufino — Felix Alba — Irineu Albuquerque — Isa Aragão — J.R.R. Santos — Jadson L. Ribeiro — Jariane Ribeiro — Jonatas Rubens Tavares — JP Tarcio Jr. — Julio C. Vieira — Lara Luft — Larissa Siriani — Leandro Schulai — Lina Stefanie — Lívia Fiedler — Lu Days — Ludmila Monteiro — Luiz Carlos Dias — Mairton Costa — Marcele Cambeses — Marcos Monjardim — Maria Carolina Araujo — Maria José C. de Oliveira — Max Fischer — Michelle S. Rocha — Moisés Suhet — Murillo Melo — Nayana Feitosa Lacerda Canuto — Nayara Fontenele — Patricia F. — Paulo Xavier — Pedro Otávio — Priscila Dritty — Rainer Pompermayer — Ricardo Biazotto — Rodrigo N. de Oliveira — Rosilene Siepamann — Sandro Honorato — Sirley Gomes — T.R.S. Amorim — Thais Pampado — Thaís Santos — Tiago Almeida — Vitor Emmanuell — Wilgner Murillo Santos — Yume Vy


Mentes Inquietas com o conto "O homem que não se arrependia de ter desafiado o diabo".
Edição de Edson Rossato, organização de Alfer Medeiros.



SINOPSE: Mary Shelley tinha pesadelos com a ideia de ressuscitar mortos... Lovecraft sentia-se perseguido por entidades anti-humanas... Edgar Allan Poe era fascinado por felinos e pássaros negros... As melhores histórias sobrenaturais, de suspense e de terror de todos os tempos surgiram das mentes mais inquietas que a literatura universal já conheceu. Agora, uma nova safra de escritores impõe ao papel toda a angústia de suas mentes, em tramas que mesclam o fantástico à loucura, o possível ao inimaginável, a penumbra ao medo... Se é horror que você procura, veio ao lugar certo: o subconsciente humano.
 
AUTORES: Aislan Coulter — Ana F. Cruchello — Ben Oliveira — Cami L. A. Castro — Davi Paiva — Doug Pereira — Duda Trichês — Eduardo B. Martins — Felix Alba — Giulia Alzuguir — Guilherme Matos — Hugo Sales — Johnathan Bertsch — Jonatas Rubens Tavares — Kaio Akrasan — Krayon C.G. — L. E. Haubert — Laura A. Dalmolin — Lily Silva — Lucas Machado — Lucas Rodrigues — Luiza Canto – Majola — Marcus de Bessa — Maria Júlia T. Montandon — Marina Gonçalves — Marjorie Pontes — Maurício Kanno — Nicole Siebel — Patrícia Fonseca — Raphael Malta — Regina Castro — Robert Trebor — Rosa Mattos — Samuel Medina — Simone Xavier — Sirley Gomes — Taiane Gonçalves Dias — Thais Pampado — Verônika Medeiros — Vitor Pereira Jr. — Wellington dos Santos Novaes — Wes Barros

 
Livre para voar com o conto "Firme".
Edição de Edson Rossato, organização de Helena Gomes e Carla Yanagiura.
 
 
 
SINOPSE: Escrever é soltar as amarras que prendem a criatividade. Palavras escritas em uma folha de papel tornam-se cada vez mais leves e flutuam até ganharem o céu, rumo ao infinito. E aqueles que têm a ousadia de compor histórias com a liberdade que a literatura lhes permite nunca terão suas mentes encarceradas. Serão sempre livres para voar.
 
AUTORES: Aglaé Torres — Alexsandro Menegueli — Aline G. Alhadas — Anna Barbosa — Camilla Soto — Caroline Policarpo Veloso — Clarissa Roldi — Danielle Meniche — Davi Paiva — Evelyn Postali — Felipe Cantarelli – Flommar — Gabriel Messias – Gilborne — Gládiston de Souza — Glenn Von Beat — Jonatas Rubens Tavares — Kássio Nunes — L. E. Haubert — Lara Luft — Lauane Souza — Letícia Zampiêr — Lucas Janini — Lucas Marchette — Lucien Adedo — Lya Gallavote — Maciel Brognoli — Magnus Langbecker — Márcia Alcântara — Mayara Sousa — Miguel Nenevé — Milena M. — Murray Jordan — Nayara Fontenele — O. A. Secatto — Rafael Machado Costa — Raphael Cardoso — Ricardo R. Gitti — Robert Trebor — Tatiana Satake — Tiago France — Vitor Pereira Jr. — Vivian Albuquerque — William Wagner Westphal
 

 
 
 
 
 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A escolha de Dolores

 Esperta mesmo era Dolores, que procurava paixões, não amores.

Qual será o seu nome?

 

Todos os dias ele ia à panificadora pensando em vê-la.
Era linda.
Muito linda.
Perfeita, poderia dizer.
Estava apaixonado. Era platônico, os mais realistas e críticos alegariam, mas e daí? Era paixão! Estava apaixonado!
Maldita a hora em que ela aparecera! Tudo estava tão bem antes dela... Tomava o café tranquilamente e seu dia corria sem preocupações ou ansiedades... Agora, vê-la era uma necessidade. Ansiava extremamente angustiado por isto. Poderia dividir sua vida em AD / DD – Antes Dela e Depois Dela.
Qual será o seu nome? – Ele se perguntava, imaginando mil e um nomes que nunca se encaixavam perfeitamente com o rosto maravilhoso e o gracioso jeito de ser da donzela.
Não tardou para que ela o percebesse. Não havia como não notá-lo: O pobre diabo ficava visivelmente desconcertado ante a sua aproximação.
Amanhã chego perto dela – Ele pensava consigo – Não, faço melhor! Amanhã eu peço licença e me sento junto a ela. Conversamos e fazemos amizade. Logo, posso convidá-la para sair. Posso ser um sujeito apaixonante quando quero. Posso ser mesmo. Tipo, artista de cinema ou galã de novela. Posso sim!
Acontece que o nosso romântico herói não tinha lá muita coragem de se aproximar da adorável pequena.
Amanhã – Calculava – Amanhã!
E nisto, foram-se muitos dias, muitos amanhãs tornaram-se ontem e, finalmente, chegou a manhã em que a moça não apareceu.
Amanhã ela virá – Pensou.
E não veio.
Pode estar doente – Concluiu.
E a demora se estendeu.
Ela está de férias do trabalho – Supôs.
Mas a moça nunca mais apareceu, e o nosso galante pretendente ficou a se perguntar:
Qual era o seu nome?

segunda-feira, 17 de junho de 2013

sábado, 15 de junho de 2013

Conselhos amorosos



Vendo que nenhuma de suas relações tinha vida longa, Mateus foi pedir conselhos amorosos ao velho tio Leocádio. O irmão de seu falecido pai fora casado por quase cinco décadas. O que impedira aquela união de completar bodas de ouro foi a morte da esposa. Mateus ainda lembrava-se da tia. Era uma boa mulher.

-Não consigo entender isso chamado amor, tio. – Queixou-se o sobrinho.

-O amor é o sentimento mais conflituoso que existe. Não se deve tentar compreendê-lo – Explicava o idoso - mas sim aprender com cada nova experiência e descoberta. O amor é composto por companheirismo, confiança e fidelidade e exige compreensão, devoção e sacrifício. Enquanto não estiver preparado para isto tudo, não estará pronto para amar.

-Que bonito tio – Mateus estava admirado com as palavras de Leocádio – Posso ter errado, e feio, nas minhas relações, mas sempre enfrentei um problema: O senhor sabe quando o amor vai morrendo aos poucos...?

-O amor não é algo que nasce e pode simplesmente apagar-se ou morrer. Ele é mais forte que tudo o que há. É a representação da vida e persistirá enquanto houver uma única chama ardendo ou enquanto respirar nem que seja somente uma das partes envolvidas. Sinto te dizer que as experiências que você teve não envolviam amor. Paixão, talvez.

-Paixão...

-Sim... A paixão, ao contrário do doce sentimento chamado amor, dá frutos amargos e costuma ser avassaladora. Trata-se de uma droga, um vício, que te transforma, prende, viola, escraviza, corrói... Disseminada pelo anjo caído, é uma das grandes tentações e perdições da vida terrena.

-Como distinguir amor de paixão?

-Quando o teu corpo pedir loucamente a presença de uma pessoa e você se sentir preso a ela, acredite: Você está apaixonado. Mas quando o teu coração pedir alguém incessantemente e nada nem ninguém for capaz de aplacar ou substituir esta presença, acredite: Você a ama.

-Então foi paixão mesmo – Mateus ficou cabisbaixo - Ao menor sinal de problema, sempre desisti das minhas relações. Mas... Um verdadeiro amor... Quem em sã consciência não lutaria por ele?

-Agora você está começando a entender – Leocádio sorriu.

-Outro problema que sempre enfrentei, tio, foi não conseguir demonstrar os meus sentimentos.

-Bem, isto é questão de ser humilde e abrir o coração. Se for o caso, provar o que alega. Mas veja bem: Uma prova de amor não precisa ser uma obra de grande suntuosidade, mas tem que ser, indubitavelmente, uma obra de sinceridade.

-Tio, qual o grande segredo do amor?

-Não dê ouvidos e não se deixe influenciar por este mundo egoísta no qual vivemos, repleto de pessoas egoístas com as quais convivemos: Para provar do amor, deve-se amar mais ao outro do que a si próprio.

Mateus agradeceu e partiu. Enquanto se afastava da casa de Leocádio, o rapaz pensou:

-“Amar mais ao outro do que a si próprio”? Mas é um velho trouxa mesmo!