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domingo, 13 de janeiro de 2019

Areias e (ou ao) vento

Inspiração para esta poesia. Fotografia de Luciana Perli.

As pegadas, impressões na areia,
Denotam por onde passou
Acompanhadas, revelam a trajetória
Do ponto de chegada àquele onde tudo começou

Basta, no entanto, o vento soprá-las,
Para que se apaguem por completo
Então a areia, a terra, superfície lisa,
Tabula rasa, terá esquecido todo o resto

Assim se apagam as pegadas de todos os demais animais
Somos nós, “seres” humanos, que costumamos deixar coisas para trás
Impressões mais fortes, mais duradouras,
Mas não tão resistentes a ponto de se tornarem eternas

Nossas “pegadas”, nossas obras, o que fica quando nos vamos,
Revelam mais do que apenas os caminhos por nós percorridos
Trazem à tona a nossa essência, aspirações, ambições, reflexões,
Medos, crenças, sentimentos, sonhos, sorrisos

A areia, a vida; o vento, o tempo.
Nós, apenas breves impressões na areia da vida
Aqui apagados para sempre, pelo vento do tempo,
Para, em breve, rumo à eternidade,
Nos encontrarmos, além do esquecimento terrestre,
Em direção a terras mais frutíferas
E brisas mais amenas

Quem sabe não nos juntemos à areia
E ajudemos a soprar o vento?


Poesia participante da exposição fotográfica "Diálogos visuais", de Luciana Perli, que compôs a programação da 6ª edição da Feira do Livro de São Francisco do Sul - SC. Mais informações em: http://www.saofranciscodosul.sc.gov.br/noticia/5700

sábado, 23 de agosto de 2014

Matéria humana (pessimismo-realismo)

Somos todos ilusões, desilusões,
medos, tropeções, 
expectativas, frustrações,
fracassos, insatisfações,
extremo ódio, solidões,
fraquezas, ambições,
buscas, questões,
cicatrizes, condições,
desculpas, depressões,
vulnerabilidades, inúteis ações,
utópicos sonhos, eternas recordações.
Em essência, disso somos feitos.

sábado, 3 de agosto de 2013

Assim o somos

 

Procuramos respostas que estão bem á nossa frente.
Fazemos perguntas as quais nunca solucionaremos.
Não aceitamos as coisas como são, por mais boas que estejam.
Vivemos em uma busca incessante, sem sabermos ao certo o que procuramos.
Aprendemos com nossos erros, mas não sem antes termos errado repetidamente.
Somos seres falhos, egoístas e incompreensíveis.
Não respeitamos os demais animais, o planeta no qual habitamos, nem á nós mesmos.

Prazer, somos os seres humanos.