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quarta-feira, 13 de março de 2019

À janela

Poesia inspirada pela obra do artista Barry Quinn (site do artista)

O vazio consome o mundo;
se permitido, o vazio a tudo consome;
quando brota o vazio, tão profundo,
Tão profundo o vazio espalha-se, incólume.

Cinza, triste, árido;
no entanto, algo brota.

A cor, morna, envolvente,
traz ao entorno vida que não se esgota.

Misturados, multicor e cinza,
já não sabem onde
um começa e o outro termina

Adormecem e amanhecem juntos
até que brote tanta cor(!) que ao cinza extermina.

Surge, então, após o longo e rigoroso inverno,
Um pássaro à janela

Canta de forma tão lúcida, consistente e viva;
É agora primavera

sexta-feira, 10 de março de 2017

Onde estão as cores do mundo?


O mundo tem se tornado excessivamente sombrio.



Parece se tratar de uma soturna tendência.


Mas mais valem as cores.



Cores têm sabores.


Tornam os dias mais doces.


São altamente saciantes: enchem tanto os olhos quanto a alma (quando não os olhos da alma).


São altamente democráticas: Há para todos os gostos.


Cores preenchem o vazio.


Tomam até mesmo o cinza.


Disseminam-se até mesmo na escuridão.


Cores fornecem abrigo contra o frio.


Exterminam a solidão.


Trazem à luz, à realidade tudo aquilo que na imaginação brota.


Que a melancolia seja sufocada, suplantada pelo colorido da vida.


Por um mundo com mais cor.

sábado, 30 de agosto de 2014

Pinceladas

Pintura da cearense Alice Brandão. Mais da magnífica obra da artista AQUI
Aquele dia amanheceu tão cinza que as pessoas decidiram colori-lo.